Sou uma pergunta sem resposta
Um grito calado
Um violão desafinado
Sou o vento frio de dezembro
A alvorada em desalento
Uma parte quebrada em sentimento
Não finjo felicidade
Não choro sem vontade
Tenho medo de tudo
E tenho medo por não ter medo de nada
Não nasci para ser entendida
Se nem eu mesma me entendo
Corro perigo tentando caminhar contra o tempo
Gosto de ficar sozinha
Mas não de me sentir só
Gosto de me apaixonar
Mas não de sofrer nem amar
Não gosto de mim
E também não peço para ninguém me amar
Eu sou assim
E dessa forma eu irei ficar

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