sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sou uma pergunta sem resposta
Um grito calado
Um violão desafinado

Sou o vento frio de dezembro
A alvorada em desalento
Uma parte quebrada em sentimento

Não finjo felicidade
Não choro sem vontade
Tenho medo de tudo
E tenho medo por não ter medo de nada

Não nasci para ser entendida
Se nem eu mesma me entendo
Corro perigo tentando caminhar contra o tempo

Gosto de ficar sozinha
Mas não de me sentir só
Gosto de me apaixonar
Mas não de sofrer nem amar

Não gosto de mim
E também não peço para ninguém me amar
Eu sou assim
E dessa forma eu irei ficar

Nenhum comentário:

Postar um comentário