quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Eu só queria ter o ombro de alguém pra que eu pudesse chorar. Ou a certeza de que algo estaria levando meu sono.
Dói se sentir só.
E dói mais ainda esperar um carinho da pessoa que eu tanto preciso, e receber indiferença.
Bastava apenas um 'eu te amo' e você teria poupado minhas lágrimas que caíram a noite inteira.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Me deixa aqui escutando The Beatles, Los Hermanos e música ruim, me deixa no meu canto achando legal (ou achando um tédio) ficar sábado a noite em casa, vendo filme com a família . Me deixa pensar que só existe gente boa no mundo e que ruindade é coisa inventada para ocupar o tempo de quem não tem o que fazer. Me deixa quieta, confiando ou não em quem acabo de conhecer. Me deixa rir do que ninguém acha graça, da vida, do dia de chuva que foi contra nossos planos. Me deixa gostar de ir a shows barulhentos e ao mesmo tempo querer o silêncio. Me deixa achar o silêncio bonito e a conversa difícil. Me deixa sonhar com o que não vou ter e talvez reclamar do que tenho. Me deixa ser injusta. Nada mais justo quando os outros também o são. Me deixa sair da dieta por causa de tapioca com carne. Deixa eu não gostar muito de festas, mas querer festa em mim em dias ruins. Deixa eu sentir saudade e não dizer, amar e não falar, gostar e não comentar. Deixa eu sentir demais e ninguém fazer ideia disso. Deixa eu chorar escondido e sorrir pra todo o mundo ver. Deixa eu tentar inutilmente prender o riso. Me deixa no meu canto quando não quero atender ao telefone, só porque passo a semana tendo que fazer isto. Me deixa sair de havaianas e jeans como quem calça um sapato de grife e um vestido da moda. Me deixa morar nas estrelas e pisar nas nuvens que eu mesma criei! Me deixa pensar no amanhã com mais preocupação do que no hoje. Se isso não se faz, acho que ninguém te perguntou. Deixa eu ser mal educada como forma de expressão. Não me julgue, vou ficar aqui no canto lendo um livro qualquer, enquando espero o telefone tocar (só pra eu olhar o identificador e decidir que não vou te atender pela terceira vez nos últimos dois minutos). Me deixa pintar as unhas de acordo com o meu humor, arrumar minhas roupas por ordem de cor. Me deixa ser organizada por fora só porque não consigo ser por dentro. Me deixa aqui com minha desordem interna, mantenha-se afastado enquanto pode. Eu sou chata, ciumenta e preguiçosa. Deixa eu ficar aqui no canto com a minha bagunça sem fim. Deixa eu achar que abraços curam e que beijos salvam. Deixa eu pensar que gestos delicados são suficientes para mudar um dia ruim. Me deixa olhar para o mar e achar que temos alguma conexão. Me deixa aqui só para eu me arrepender da besteira que ainda não fiz. Me deixa fazer besteira só para eu me arrepender e pensar que já sabia mesmo, que fiz consciente de que daria errado, quando na verdade eu nunca soube de nada. Deixa eu encher o peito de esperança e distribuir pedacinhos a quem precisa. Deixa eu encher os bolsos de aceitação própria e soltar em algum vento teimoso, que é pra voar até você que se acha ruim só porque não sei o quê (mas você também não sabe). Deixa eu sentir demais e não saber falar sobre. Deixa eu ficar falando dos meus gostos como forma de me entender.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Enquanto pousava os dedos nas teclas do piano, Gabriel se lembrou de que nunca havia tocado essa música sem a presença de Clara. Tchaikovsky que perdoasse, mas aquelas notas perfeitamente reunidas eram só dela.
Naquele dia não foi diferente. Uma brisa fria tocou o rosto de Gabriel quando ele entrou no palco. Sim, ele podia ver seu inesquecível amor. Clara dançava com a mesma perfeição de sempre. E ele tocava ainda melhor.
Só quem já ouviu a música com o coração alguma vez na vida pode fazer idéia da emoção que invadiu o Teatro José de Alencar naquela noite. Mas só quem se apaixonou pode entender o que aconteceu no coração de Clara quando entrou no palco dançando pas-de-deux e voltou a ver Gabriel, seu grande amor, seu doce e eterno amor.
Clarice beijou o pai e cochichou em seu ouvido.
-Eu estou vendo minha mãe dançando. O senhor também vê?
Gabriel concordou com a cabeça, sem tirar os olhos de sua bela Clara.
Apesar de saber que a unica pessoa que podia vê-la da platéia era Anabela, Clara se inclinou para agradecer os aplausos ao público.
Clara levou as duas mãos à boca, enviou pelo vento um beijo para cada um e partiu;
"Um breve instante de amor apaga uma eternidade de tristeza" Pensou Gabriel.
A Bailarina Fantasma. pág: 171
Naquele dia não foi diferente. Uma brisa fria tocou o rosto de Gabriel quando ele entrou no palco. Sim, ele podia ver seu inesquecível amor. Clara dançava com a mesma perfeição de sempre. E ele tocava ainda melhor.
Só quem já ouviu a música com o coração alguma vez na vida pode fazer idéia da emoção que invadiu o Teatro José de Alencar naquela noite. Mas só quem se apaixonou pode entender o que aconteceu no coração de Clara quando entrou no palco dançando pas-de-deux e voltou a ver Gabriel, seu grande amor, seu doce e eterno amor.
Clarice beijou o pai e cochichou em seu ouvido.
-Eu estou vendo minha mãe dançando. O senhor também vê?
Gabriel concordou com a cabeça, sem tirar os olhos de sua bela Clara.
Apesar de saber que a unica pessoa que podia vê-la da platéia era Anabela, Clara se inclinou para agradecer os aplausos ao público.
Clara levou as duas mãos à boca, enviou pelo vento um beijo para cada um e partiu;
"Um breve instante de amor apaga uma eternidade de tristeza" Pensou Gabriel.
A Bailarina Fantasma. pág: 171
domingo, 3 de julho de 2011
Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Tua frieza aumenta o meu desejar
Fecho meus olhos para te esquecer
Mas quanto mais procuro não te ver
Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.
Humilde mente atrás de ti rastejo
Humilde mente sem me convencer
Antes sentindo para mim crescer
Dos teus desdêns o frigido cortejo
Sei que jamais hei de possuir- te, sei
Que outros, feliz ditoso como um rei
Enlaçará teu virgem corpo em flor
Meu coração no entanto não se cansa
Amam metade os que amam com esperança
Amar sem esperança é o verdadeiro amor.
Eugênio de Castro.
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