sábado, 27 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
— Ela disse que você nunca quis muito sair com nenhuma outra garota. Então acho que só estou curiosa... por que eu?
— A Emily não era só minha namorada — disse Xavier.
— Era a minha melhor amiga. A gente se entendia, e é difícil explicar isso. Nunca conseguirei substituí-la. Mas quando conheci você... — Ele deixou a frase no ar.
— Sou parecida com ela?
Ele riu.
— Não, em nada. Mas com você tenho a mesma sensação que tinha com ela.
— Que tipo de sensação?
— Às vezes a gente conhece uma pessoa e simplesmente encaixa. A gente se sente bem com ela, como se a conhecesse a vida inteira, e não precisa fingir ser o que não é.
Halo
Enquanto arrumava a mochila, vi que alguém tinha encaixado um rolinho de papel numa das frestas de ventilação metálicas que ficavam no alto do meu armário. O rolinho caiu no chão quando abri a porta. Peguei-o e li a mensagem, escrita com uma letra irregular típica de um menino.
Caso mude de ideia, estarei no Cinema Mercury sábado às 9h. Beijo.
Li aquilo várias vezes. Até por meio de um pedaço de papel, Xavier conseguia ter o mesmo efeito atordoante sobre mim. Manuseei o bilhete com todo cuidado, como se fosse uma relíquia antiga. Ele não desistia facilmente; eu gostava disso nele. Então essa é a sensação de ser perseguida, pensei. Queria pular por ali de tão empolgada, mas consegui manter a calma. No entanto, eu continuava com um sorriso no rosto quando encontrei Gabriel e Ivy. Parece que eu não conseguia obrigar os músculos da face a adotar uma máscara de serenidade.
Halo
A próxima coisa de que tive consciência foi a queda. À minha volta, tudo que era familiar virava pó, as colunas do tribunal, as figuras torgadas e, finalmente, os rostos de Gabriel e Ivy. E mesmo assim eu caía, despencando numa viagem sem fim para lugar nenhum. Então tudo se imobilizou e fiquei presa num vácuo. Eu Caíra de joelhos, a cabeça abaixada, as asas quebradas e sangrando. Não conseguia me levantar do chão. A luz começou a ficar fraca até uma escuridão sufocante me envolver, tão densa que eu não enxergava minhas próprias mãos diante do rosto. Nesse mundo sepulcral, fui deixada sozinha. Via a mim mesma como o suprassumo da vergonha, um anjo caído em desgraça.
Halo
sábado, 6 de agosto de 2011
Hoje eu queria suas palavras, seu carinho, e seu amor. Queria ter você pra me desligar do mundo, e desse turbilhão de problemas que me serva.Mas eu não te encontrei, o que à são apenas suas palavras frias, da sua nova identidade.
Não à mais lugar pra mim essa noite.
Talvez entre as lágrimas eu possa encontrar o abrigo que suas palavras me negaram.
Não à mais lugar pra mim essa noite.
Talvez entre as lágrimas eu possa encontrar o abrigo que suas palavras me negaram.
Fui obrigada a me virar e então acusar a presença dele. Tentei transmitir minha relutância em conversar com um olhar frio, mas, quando meus olhos encontraram os dele, algo completamente diferente aconteceu. Tive uma reação física instantânea, sentindo um frio na barriga e a sensação de que o mundo estava fugindo dos meus pés e que eu tinha que me equilibrar para não cair com ele.
Uma das palavras mais frustrantes da linguagem humana, até onde sei, é amor. Tanto significado atribuído a essa única palavrinha... As pessoas falam nela livremente e a todo tempo, usando-a para descrever seu apego a bens materiais, bichos de estimação, destinos de férias e comidas preferidas. Às vezes, numa mesma frase, empregam essa palavra também para a pessoa que consideram mais importante em suas vidas. Isso não é absurdo? Não deveria haver outro termo para descrever uma emoção tão profunda? Os humanos são muito preocupados com o amor. Todos estão sempre desesperados para formar um vínculo com uma pessoa a quem possam se referir como sua "alma gêmea". De acordo com o que lia na literatura, parecia-me que estar apaixonado significava ser o mundo inteiro da pessoa amada. O resto do Universo era insignificante comparado aos amantes. Quando estavam separados, cada um entrava num estado melancólico, e apenas quando se reuniam seus corações tornavam a bater. Só estando juntos poderiam realmente ver as cores do mundo. Uma vez separados, aquela cor sumia, deixando tudo cinzento e nebuloso.
Halo: Capitulo dois
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