Enquanto arrumava a mochila, vi que alguém tinha encaixado um rolinho de papel numa das frestas de ventilação metálicas que ficavam no alto do meu armário. O rolinho caiu no chão quando abri a porta. Peguei-o e li a mensagem, escrita com uma letra irregular típica de um menino.
Caso mude de ideia, estarei no Cinema Mercury sábado às 9h. Beijo.
Li aquilo várias vezes. Até por meio de um pedaço de papel, Xavier conseguia ter o mesmo efeito atordoante sobre mim. Manuseei o bilhete com todo cuidado, como se fosse uma relíquia antiga. Ele não desistia facilmente; eu gostava disso nele. Então essa é a sensação de ser perseguida, pensei. Queria pular por ali de tão empolgada, mas consegui manter a calma. No entanto, eu continuava com um sorriso no rosto quando encontrei Gabriel e Ivy. Parece que eu não conseguia obrigar os músculos da face a adotar uma máscara de serenidade.
Halo

Nenhum comentário:
Postar um comentário