A próxima coisa de que tive consciência foi a queda. À minha volta, tudo que era familiar virava pó, as colunas do tribunal, as figuras torgadas e, finalmente, os rostos de Gabriel e Ivy. E mesmo assim eu caía, despencando numa viagem sem fim para lugar nenhum. Então tudo se imobilizou e fiquei presa num vácuo. Eu Caíra de joelhos, a cabeça abaixada, as asas quebradas e sangrando. Não conseguia me levantar do chão. A luz começou a ficar fraca até uma escuridão sufocante me envolver, tão densa que eu não enxergava minhas próprias mãos diante do rosto. Nesse mundo sepulcral, fui deixada sozinha. Via a mim mesma como o suprassumo da vergonha, um anjo caído em desgraça.
Halo
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