
Não demorou muito, e no horizonte ela apareceu, seu brilho era de um amarelo intenso, quase tão brilhante quanto o sol. Ele estava encantado. Não importava quantas vezes tivesse visto aquela cena, seus olhos sempre brilhariam como se aquela fosse à primeira vez.
Ela estava cheia, seu ar de encanto e mistério fascinava aquele homem tão apaixonado.
- Por que me olha assim poeta?-
Perguntou a lua tímida.
- É quase impossível não olhá-la, tu és tão linda, tão brilhante, meus olhos chegam a ficar cegos com teu encanto, meu coração parece pular dentro do peito quando nos encontramos. -
Disse o poeta, agora sem nenhum medo na voz.
- Eu anseio pela noite, para que eu possa vê-lo. Meu coração não bate quando estou sem ti-
O poeta sentia-se pela primeira vez inteiramente feliz.
- Eu te amo minha doce lua, amo com todas as minhas forças, como nunca pensei que pudesse amar. Você trouxe consigo uma razão para eu continuar vivo. Eu entreguei minha vida a esse amor. E agora, eu não existo mais se não for por você. –
O brilho da lua ia ficando mais intenso à medida que o poeta ia se declarando. Seu brilho agora era quase tão forte como a sol.
- Eu sempre fui sozinha, à noite e as estrelas eram as minhas únicas confidentes. Até que você apareceu, e pela primeira vez eu senti que dentro de mim havia um coração. Tive medo do que eu estava sentindo, quis ignorar, mas estou conectada a ti de uma forma inevitável. Eu não brilho mais se não tiver você todas as noites comigo. -
E foi assim, que pela primeira vez, o poeta e a lua declaram seu amor um pelo outro.
O poeta esperava a noite para encontrá-la, como um sonho bom. E a lua, deixava o coração com o poeta sempre que estavam longe.
Eles viveram assim durante toda eternidade, sem tocarem seus lábios um no outro.
Apenas tocando seus corações
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